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Atenção: antes de comemorar a queda dos juros, leia esse texto - Adriano Kaufmann

 

O dia 07 de fevereiro foi um marco histórico para a taxa de juros no Brasil. A taxa básica de juros Selic atingiu 6,75%. A queda de 0,25% levou a taxa ao seu menor patamar desde que o Banco Central iniciou seus registros em 1986. Só para se ter uma ideia, em julho de 2015 a taxa era de 14,25%, resultado de um período de inflação alta e que o governo elevou a mesma para reduzir o crédito.

Já para os poupadores, a queda nos juros significa menor ganho em seus investimentos. Com este novo cenário fica mais trabalhoso a  escolha entre fundos de investimentos de renda fixa e poupança. Para os que desejam investir em seus negócios e necessitam captar recursos o momento é super interessante, pois os juros estão, teoricamente, em seu menor patamar. Mais investimentos das empresas significa a geração de empregos para o país e aumento alí na frente do PIB. Para as pessoas físicas que precisam de recursos também ficou menos salgado. Mas por favor, não se empolgue. Independentemente de juros menores você vai pagar "juros", o que não é bom.

A inflação que em 2017 foi de 2,95% está prevista em 3,94% para 2018. Já o PIB está previsto em 2,70%. É importante frisar que diversos fatores contribuem para a inflação em patamares baixos. Um dos principais é o desemprego, visto que as pessoas que não tem renda não consomem, e portanto, a velha "lei da oferta e da procura" faz com que os preços não tenham variações de altas tão significativas. Se não há renda oriunda de emprego para 13 milhões de brasileiros, significa que a procura por determinados produtos fica menor e sugere-se que os preços tendem a permanecer estáveis ou quem sabe até cair. O desemprego, que é algo terrível para os trabalhadores não é interessante para quem divulga os índices de inflação porque é um problema do país. Mas claro que é melhor demonstrar que a inflação está baixa sem ligá-la a massa sem trabalho. Você jamais verá uma mensagem de um presidente, de um ministro, dizendo "a inflação está baixa porque temos bastante desempregados". Esqueça! A não ser que seja um opositor. Se bem que oposição e situação já foram situação e oposição e o desemprego permanece nas alturas.

Há ainda quem avalia um governo como sendo bom ou ruim através da inflação. Confesso que vejo um equívoco nisto. Além do exemplo do desemprego,  tem outros ligados à produção, principalmente dos alimentos. Veja bem, quando o tomate era o vilão da inflação, o que justificava a sua alta não era nada ligado ao governo, mas sim a sua produção refletida por falta ou excesso de chuvas. Quando o feijão subiu, o que influenciou o seu preço foi a falta do produto, também por questão climática. Hoje é possível sentir que muitos alimentos estão com preços estáveis ou até mesmo abaixo do que se tinha nos anos anteriores, mas tenha certeza que isto está mais ligado ao clima do que a medidas governamentais. Aí fica fácil para um governante ir na televisão se auto proclamar "a  solução da inflação".     

Ainda com relação a selic, não está descartado um novo corte, talvez mais 0,25% no decorrer do ano. Tudo vai depender do andamento da economia. Em março há indícios de que os juros americanos se eleverá, o que poderá representar uma saída de investimentos do Brasil para os Estados Unidos, pois, os norte americanos possuem um rating bem mais seguro que nós. Em resumo, podemos ter um problemas também. Ah, e tem as eleições que a gente nem sabe quem pode e quem não pode concorrer que gera expectativa econômica. E o que vem apartir daí? Só o povo dirá!

 

Juros

 

Adriano Kaufmann

 

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