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Brasil: Economia de vidro - Adriano Kaufmann

 

bra             A nossa economia já vem há algum tempo vivendo de "se". "Se tiver impeachment...", "se tiver reformas...", "se o presidente de tal país ganhar...", "se o Ministro da Fazenda for...", se isso... se aquilo... se... se... se... . É só isso que mexe com a nossa economia. É um país de especulagem! "Se" a economia fosse calculada em uma única equação, poderíamos dizer que hoje o Brasil é o "X" e descobrir o resultado deste "X" é uma missão impossível.

            É importante destacar o grande problema gerado para todos aqueles que estão por trás dos desdobramentos econômicos, como empresas e pessoas que ficam totalmente perdidas no meio desse foguetório todo e não sabem para onde correr. Imagina uma empresa que negocia em dólar a matéria prima para a sua produção. Na quarta de manhã a moeda americana estava em R$ 3,09 e na quinta chega a R$ 3,40, subindo em um único dia mais de 8%. Como um empresário consegue a "mágica" de um planejamento correto? Isso pode afetar o emprego que afeta a renda e que afeta o consumo, na conhecida sequência de que "uma ação causa um efeito dominó". Aqui entra a tal da "previsibilidade" tanto falada nas campanhas de 2014. No Brasil não há e pior, não se tem previsão dessa tal "previsibilidade", por que a gente não sabe qual será a bomba de amanhã. Tem dias que a maré está baixa mas de repente vem um tsunami e avassala tudo.

            Pense agora em quem economiza seu dinheiro para investir em fundos de investimentos. Abaixo dá para ver o desempenho do dia 18/05/2017 de alguns dos principais parâmetros de rentabilidade da ANBIMA que servem de base para a rentabilidade de aplicações:

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           Olhem o tamanho da desgraça pelo fato de um governo estar à deriva, prestes a naufragar. Indicadores próximos de 10% de perdas em um único dia. Esses acidentes gigantescos acontecem porque não há uma economia firme. É o que eu disse nas primeiras linhas desse texto. Nós vivemos de "se". A Bolsa de Valores de São Paulo chegou a paralisar ao passar dos 10% de queda, acionando o "circuit breaker".

            Para os investidores o melhor é que todas as reformas aconteçam e que o discurso do Congresso e Palácio do Planalto estejam alinhados, pois demonstra um comprometimento para a economia melhorar. Já para nós cidadãos as reformas vem trazer grandes prejuízos e servem apenas para que os corruptos garantam recursos para distribuir através de propinas ou financiamentos de campanha entre eles. O episódio grave envolvendo o governo Temer travou a agenda das reformas e isso gerou essa quebra de otimismo de investidores.

             Veja agora o fechamento do mercado:

            BOVESPA: - 8,80% .......... 61.597,06 Pontos

            DÓLAR: + 8,15% ............. R$ 3,389

            AÇÕES DA PETROBRÁS PN (PETR4. S.A): - 15,76%

            Definitivamente, o 18 de maio de 2017 ficará marcado para sempre como um  dos piores dias no mercado financeiro brasileiro. Imaginem quantas pessoas perderam dinheiro neste dia sem saber qual reação seria a mais adequada.

            E as previsões de inflação abaixo de 4% em 2017, de Selic chegando à 10%  já na reunião do COPOM de 31/05. Será que serão mantidas?

            O que será do Brasil? Como saber, se a gente não sabe nem quem será o presidente amanhã! Já estávamos remando contra a maré e agora vem o tsumani e nos leva novamente para longe. Será que ainda vamos cair em alguma cachoeira?

            A previsão é de imprevisibilidade! Para hoje, para amanhã... e depois... e depois... e depois!

 

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