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Eduardo Leite e a construção de seu governo - Adriano Kaufmann

 

Com o encerramento das atividades eleitorais do dia 28 de outubro, a hora agora é de mão na massa para a construção de um novo governo e de um novo Rio Grande. Com pouco mais de 50 dias para o encerramento do mandato de Sartori, o novo governo já promove suas primeiras ações visando 2019. Mas antes de entrar nas pautas do novo governo vou apresentar um pouco da construção do plano de governo e das prioridades elencadas pela dupla Eduardo Leite e Delegado Ranolfo.

 Um Governo que nasceu para construir um Estado eficiente

   O programa de governo de Eduardo Leite é baseado no movimento Rumos, uma plataforma colaborativa, plural e inovadora, que neste ano, através de painelistas de renomes, 440 especialistas em gestão e finanças, desenvolvimento, educação, segurança e saúde, com a participação de partidos políticos, entidades e da sociedade civil, mapearam 441 lacunas e formularam 396 propostas de melhoramentos para o Rio Grande do Sul, com o propósito de reconstruir um Estado eficiente.

   Prioridades do Governo Eduardo e Ranolfo

   O Plano de Governo dos eleitos traz três áreas como prioridades, que são: segurança, saúde e educação. Veja um pouco das propostas:

   Segurança: o vice da chapa é um delegado, o Ranolfo, um servidor público, o qual vai buscar alternativas para melhorar os índices da segurança no estado. Combater o crime com reposição do efetivo ano a ano, construção de casas prisionais, programa mão de obra prisional (presos trabalhando em obras públicas) e o fortalecimento da inteligência e a integração entre as polícias são pautas nesta área, bem como a valorização do servidor.

   Saúde: pagamento em dia dos recursos essenciais para os municípios e hospitais, pois, os repasses são fundamentais para a manutenção das atividades e para que leitos não sejam fechados; regionalização e hierarquização das ações de saúde; SUS Conectado, Instituição do Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde, com base em um sistema que congregue informações importantes e determinantes e condicionantes em saúde, com objetivo de tomar decisões estratégicas, para se obter resultados para melhorar a saúde da população.

     Educação: buscar resultados melhores na educação, como no IDEB que mede a qualidade do ensino; escolas mais tecnológicas; fortalecimento e valorização dos profissionais da Educação, comprometendo-se com remuneração justa, com plano de carreira que estimule o ingresso de profissionais, priorize a progressão e considere o princípio da valorização profissional pelo mérito, a formação continuada e condições de trabalho justas para o desempenho profissional, bem como a formação continuada de professores a partir de Parcerias Público-Privadas e convênios com universidades e institutos. Eduardo pretende colocar em dia o salário dos servidores já no primeiro ano de mandato.

   A transição

   A transição de governo possibilita a integração de membros do atual governo com representantes do futuro governo para que se tenha um diagnóstico da atual situação de cada área e que se possa planejar o governo próximo. Eduardo Leite indicou cinco nomes para o processo de transição de governo, que são: Lucas Redecker (atual deputado estadual e eleito deputado federal) como Coordenador Geral, o qual é um dos políticos mais próximos de Leite; Claúdio Gastal (presidente executivo do Movimento Brasil Competitivo) como coordenador técnico. Além destes, mais três foram indicados para cada eixo temático do plano de governo de Eduardo que são: o eixo "Desenvolvimento empreendedor", que engloba a economia e infraestrutura, o escolhido foi Artur Lemos Junior (ex-secretário de Minas e Energia); o eixo "Estado sustentável", que contempla planejamento, gestão e finanças, ficará sob responsabilidade de Paulo Dias Pereira (servidor do estado) e por fim, o eixo "Sociedade com qualidade de vida", no qual está as áreas da saúde, segurança, educação, cultura, inclusão social e esporte e lazer que ficará a cargo de Carlos Pacheco Padilha (delegado).

   Secretariado de Eduardo Leite

   Sobre se o seu governo será técnico ou político Eduardo disse: "vai ser um governo que concilia as duas coisas, essas duas vertentes. Não adianta ser apenas técnico sem ter habilidade política para conduzir os processos, abrir espaços e liderar equipes, tem que ter capacidade política sim. E não adianta ser só político e não ter habilidades e competências técnicas para poder liderar as pastas". Pelo que se pode perceber, existe a possibilidade de termos deputados eleitos integrando os secretariados.

   Diálogo com as bancadas

   Eduardo vem conversando durante essa semana com as bancadas junto à Assembleia Legislativa. Segundo ele é preciso "discutir e dialogar com todos, quem concorda comigo e quem discorda também, não posso conversar apenas, como governador agora eleito, com aqueles que concordam comigo. Temos que ter a disposição de dialogar com quem diverge também e buscar entender as razões da divergência e construir o mínimo de consenso nas principais pautas do estado. Os problemas do Rio Grande do Sul são muito graves, muito dramáticos na questão das finanças para que nós viemos a nos dar o luxo, por vaidades, evitarmos conversarmos com quem não concordamos". Isto é muito importante, afinal o objetivo de todos é levar soluções para o Rio Grande.

   Alíquota de ICMS

   Eduardo sempre deixou claro nas suas entrevistas, nos seus programas de tv e rádio e nos debates na campanha eleitoral (desde o início do primeiro turno) que ele pediria para que as atuais alíquotas de ICMS de 18% e que tem a sua vigência encerrando em 31/12/18 fossem prorrogadas por mais dois anos. Esse período possibilitaria que os atuais prefeitos pudessem cumprir os seus objetivos já que os mesmos contam com esses recursos para concluírem os seus mandatos. Também nos próximos dois anos seria possível planejar um novo sistema tributário em que se possa reduzir futuramente a carga tributária. Para que seja aprovada a prorrogação da alíquota Eduardo já trabalha junto aos deputados para obter os votos necessários para a aprovação. De fato, para nós contribuintes seria muito bom ter uma redução de imposto. Mas pensando como um gestor do Estado, o governo não tem condição de abrir mão dessa receita nesse momento. A situação é muito delicada com ICMS a 18%, imagina se reduzir bruscamente. Isto inviabilizaria os serviços no curto prazo. Para viabilizar uma redução é necessário criar um ambiente favorável para o desenvolvimento e com isso, a redução gradual da carga tributária, pois nos tornaríamos mais competitivos, compensando através do crescimento, a redução tributária provocada.

   Competitividade

   "A pauta que nos move é a competitividade" diz Eduardo Leite. Para que isto aconteça Eduardo comenta que é preciso ações conjuntas como: melhorar as condições de tudo o que se produz aqui para competir lá fora, fazer o melhoramento da infraestrutura para reduzir o custo da logística (contar com parcerias privadas e concessões), redução da burocracia (licenças e alvarás) para quem quer empreender e a redução de impostos. É preciso criar um ambiente para que o Rio Grande do Sul possa crescer.

   A herança financeira

   A previsão do déficit orçamentário ao término do governo Sartori é estimada em 3 bilhões, mais grave do que quando Sartori recebeu o governo de Tarso Genro (1,6 bi). Os salários dos servidores estão cada vez mais distantes do dia esperado para o pagamento. Para quitar o 13º salário foi criado um projeto e enviado para a assembleia para pagamento em 12 vezes, também será herdado por Eduardo parte dos salários de dezembro.

   "O Melhor que o nosso Estado tem é a sua gente"

   Basicamente é essa a frase que o Eduardo costuma mencionar quando é abordado sobre a nossa situação. Apesar da nossa crise financeira, ele costuma dizer que o povo gaúcho é um povo trabalhador, um povo que empreende e não tem medo do serviço. Assim, o nosso estado tem solução e essa solução passa pelo seu povo.

   Eduardo Leite: o Governador interativo

   Há poucos meses, Eduardo Leite era um político pouco conhecimento na comunidade gaúcha. Em novembro do ano passado ele foi anunciado como pré-candidato do PSDB ao governo do Estado. De lá para cá ele passou a percorrer o Estado com o Movimento Rumos que buscou as demandas de cada região e de cada área. Mas sem dúvida o que mais alavancou a sua candidatura foi a interativa com as pessoas. Eduardo Leite fazia live (transmissões ao vivo) pelas redes sociais com muita frequência. Era a partir delas que ele abordava o seu plano de governo e ainda tirava dúvidas dos internautas. A facilidade de desenvolver os temas, o conhecimento de gestão e de administração que o mesmo possui foram essenciais para cativar os eleitores. A identificação dos eleitores com o jovem político também foi fundamental, pois se tratava de uma nova geração e um cara cheio de energia e expectativa para construir uma nova história para o Estado. Essa interatividade permanece até os dias de hoje e certamente será uma plataforma muito usada por ele durante seu governo. Sem dúvida será uma forma nova de comunicação que até então nunca tivemos.

leite adriano 

 

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