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As escolas mudaram - Luciane M. Della Flora

 

As escolas de hoje já não são mais as mesmas. Que saudade daquele tempo em que os alunos recebiam uma educação mais consolidada e estavam melhores preparados para enfrentar o mundo além dos muros que cercam aquele local de tantos desafios que sequer os que olham da rua imaginam. De fato, analisando os resultados de provas externas, bem como o cenário que divulgam de boca à boca, podemos afirmar que as escolas de hoje já não são mais as mesmas.

Quando opinamos sobre um fato qualquer sem tê-lo vivenciado, corremos o risco de disseminarmos ideias equivocadas. Dizer, portanto, que esta ou aquela escola é ruim ou deixa a desejar no processo de ensino-aprendizagem, sem termos participação direta no mesmo, é algo que não compete, afinal, julgar é mais fácil do que contribuir para que haja a melhoria almejada.

Hoje temos alunos que possuem mais oportunidades que tiveram nossos pais e, até mesmo, nossa geração. Aqueles que tinham que pesquisar em livros, estudar dia e noite para as provas, muitas vezes à luz de velas ou lamparinas, sem ajuda desses aplicativos e infinidade de endereços eletrônicos, com certeza, hão de concordar que parece que as escolas estão diferentes. É lógico! As escolas já não são mais as mesmas!

Se o aluno não aprende mais o suficiente, certamente, grande parte das pessoas pensa que a culpa é da própria escola ou desse ou daquele governo que não incentiva os estudantes para que obtenham melhores resultados durante a caminhada escolar. Ora, o maior incentivo não seria a oportunidade de melhorar a própria vida? Infelizmente, tal aconselhamento não possui mais o mesmo poder de persuasão que teria uma década atrás. A escola, obviamente, já não é mais a mesma! Aliás, ninguém mais é o mesmo pelo simples fato que estamos em constante mudança. Somos seres em movimento e em constante aprendizado.

Quando pensamos em escola devemos adentrar para além dos muros. Quando pensamos em qualidade de ensino, a primeira ideia que vem em sua cabeça é qual? Precisa-se de bons professores! Será que já não os temos? Basta um professor empenhado para fazer com que o aluno aprenda? E o empenho desse aluno seria, pois, dispensável? Se assim fosse, um mesmo professor faria milagres em certas realidades.

Dentro das paredes escolares, vemos alunos sem perspectivas de futuro, com concepções de que nada, exatamente nada em sua vida pode ser melhorado e que a educação pouco ou nada irá contribuir, afinal, frequentam a escola puramente por obrigação. Nessas condições, é praticamente utópico acreditar que o professor, ao usar a sua varinha de condão, irá fazer com que aquele sujeito modifique as concepções que traz do ambiente que o constitui. É preciso entender que a família tem grande responsabilidade pela boa ou nem tão boa escola que temos na atualidade.

Entretanto, nada é mais fácil que ver do lado de fora. Difícil é educar um filho, contribuir na constituição de um sujeito de bem, com princípios e valores que façam com que ele voe para longe, que ele seja aquilo que ainda nós não chegamos a ser.

 A escola não é mais a mesma! É inegável reconhecer a veracidade desse discurso. Nada, exatamente nada, é como antes, por qual motivo a escola seria? Teriam as escolas os mesmos alunos das outras décadas? Muitas coisas se modificaram, a sociedade, os interesses, as valorizações. As escolas apenas têm a certeza de que é preciso orientar voos, porém, a escolha de como e para onde voar é unicamente de cada ser que passa pelos educandários de tantas e diversas realidades. 

 

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Luciane M. Della Flora

 

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