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Palmeira das Missões - Crise do leite afeta a economia da Zona da produção

 

Reduzir a importação de leite, estabelecer um preço mínimo em nível de produtor, oficializar a Câmara Setorial do Leite e levar assistência técnica a todas as famílias ligadas ao setor. Estas são as principais reivindicações firmadas em documento a ser enviado às autoridades ligadas à agricultura durante encontro, em Palmeira das Missões na sexta-feira,6.

A reunião no auditório do campus da UFSM teve a presença de centenas de produtores e representantes da Associação dos Municípios da Zona da produção (Amzop), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura da região Sul (Fetraf), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), MST e ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

No encontro foi destacada a importância socioeconômica da produção de leite para os agricultores familiares de mais de 40 municípios da Zona da Produção, bem como na movimentação da economia das cidades. O presidente da Amzop, Gilson de Carli disse que comércio o em geral, sobretudo nos pequenos municípios, é afetado pela crise do setor leiteiro, a qual gera insegurança, endividamento, desemprego e êxodo rural com as pessoas saindo do campo, especialmente os jovens.

“É importante destacar e sugerimos que as autoridades competentes levem em conta que a atividade leiteira proporciona aos produtores rurais um rendimento mensal, sendo de 99,9% dos produtores de leite da região vinculados às indústrias são agricultores familiares, com área média de 13 hectares por unidade de produção”, disse.

O documento cita que a atividade leiteira está presente nos 42 municípios da região de abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen. São 22 municípios na região pertencente ao Conselho Regional de Desenvolvimento do Médio Alto Uruguai (Codemau) e 20 do Conselho regional de Desenvolvimento do Rio da Várzea.

Representantes ligadas ao setor defenderam a redução da importação de leite e que seja tributado o leite que vem de outros países através do Uruguai, definindo cotas de importação. Ao mesmo tempo, indicam que seja adquirido o excedente de produção para formação de estoque e para os programas sociais. Outro pedido relaciona-se – à necessidade de negociar as dívidas dos produtores de leite, concedendo prazo de 10 anos e com desconto de 50% do valor total dos débitos. a dívida.

No encontro foi destacado que nos últimos anos o consumo interno de leite, no país, vem retraindo em consequência da crise econômica e que diante disso o consumo o consumo manteve-se estagnado, desde 2013, em cerca de 175 litros anuais por habitante.

 

CARTA ABERTA SOBRE A CRISE QUE AFETA A CADEIA PRODUTIVA DO LEITE NA REGIÃO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL

 Esta carta tem como objetivo defender a importância socioeconômica da produção de leite para as famílias de agricultores familiares, bem como para economia dos municípios e da região, em decorrência da dinâmica financeira que possuem. Todo o comércio, sobretudo o comércio nos pequenos municípios, são afetados pela crise, o que gera insegurança, endividamento, desemprego e êxodo rural, especialmente dos mais jovens.

A atividade leiteira proporciona aos produtores rurais, no mínimo, duas safras por dia, resultando no rendimento mensal. Essa dinâmica movimenta o comércio local 12 meses por ano, além disso, é uma das principais atividades que potencializam e motivam pais e filhos a dialogar sobre a sucessão familiar no campo.

A atividade leiteira está presente nos 42 municípios da região de abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen. São 22 municípios na região pertencente ao Corede Médio Alto Uruguai e 20 municípios do Corede Rio da Várzea, que destacam a atividade e sua matriz produtiva em região por sua importância social e econômica. Mais de 99,9% dos produtores de leite da região vinculados às indústrias são agricultores familiares, com área média de 13 hectares por unidade de produção.

De acordo com a pesquisa sobre a cadeia produtiva do leite, realizada pela Emater/RS-Ascar em julho de 2017, em todo o Estado do Rio Grande do Sul as razões relacionadas ao ambiente interno e externo das propriedades que levaram as famílias a abandonar a atividade são várias, mas destacamos:

- Baixa renda da atividade: Quando desenvolvida em pequena escala a atividade leiteira não gera uma renda líquida capaz de manter adequadamente as famílias, realizar as melhorias necessárias para reduzir a penosidade do trabalho, adequar a propriedade às exigências das indústrias (em termos de quantidade à qualidade do leite) e, muito menos, estimular os jovens a permanecerem na atividade. O baixo preço em alguns momentos e a grande diferença entre o menor e maior preço pago pela indústria são fatores que interferem de forma significativa na renda do produtor.

- Outras oportunidades de renda: A elevação nos preços da soja tornou bastante atrativa a produção dessa oleaginosa, da mesma forma como o arrendamento das terras da propriedade para esse fim, em algumas regiões do Estado

- Consumo de leite: Nos últimos anos, o consumo interno de leite no país encontra-se retraído, em função da crise econômica. Em decorrência disso, o consumo manteve-se estagnado, desde 2013, em cerca de 175 litros anuais por habitante;

- Importações de Leite: Em 2016, as importações brasileiras de lácteos alcançaram patamares bastante elevados, crescendo 72,7% em volume, em relação ao ano de 2015, o qual já havia aumentado 50,5%, em relação ao ano anterior. Parcela significativa desse volume teria entrado no país através do RS, beneficiado por medida do Executivo Estadual, através dos decretos 50.645/2013 e 53.059/2016, que estimularam a importação a partir da obrigação tributária mais favorável para o valor da operação de leite em pó importado. Estimativas indicam que o volume importado do Uruguai, através do Rio Grande do Sul, em 2016, tenha sido equivalente a cerca de um mês e meio da produção gaúcha de leite.

- Exigências das indústrias: A necessidade de uma maior competitividade para vender leite no mercado e de um maior controle de qualidade sobre o produto coletado nas propriedades (inclusive aquelas relacionadas à Lei do Leite) tornou as indústrias mais exigentes em relação a seus fornecedores de matéria-prima. Assim, foram estabelecidos, entre outras questões, volumes mínimos para coleta, a obrigatoriedade de tanque de expansão do resfriamento do leite, além de um controle mais rigoroso sobre a qualidade do leite (aumentando expressivamente o descarte de leite nas propriedades pela ocorrência de inconformidades, como Leite Lina, baixo Extrato Seco, alcalinidade, etc.). Dificuldade em atender as exigências das indústrias foi apontada na pesquisa como um gargalo para 21,4% das propriedades;

- Preço do Leite: Desde 2015, até o momento atual (com exceção de um período de quatro meses, no meio do ano de 2016) existe grande descontentamento entre os produtores em relação ao preço recebido pelo litro do leite no RS. Em parte esse descontentamento se confunde com o aumento no custo, verificado em parte desse período. Na pesquisa de 2017, o preço recebido pelo leite foi apontado como dificuldade para 42,1% das propriedades;

Os dados divulgados no Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite/2017, no dia 01 de setembro deste ano, durante a Expointer, indicam o seguinte quadro, em relação aos produtores vinculados às indústrias.

Número de produtores, vacas leiteiras e produção de leite, por produtores que vendem leite cru para as indústrias.

Tipo de produtor

N° de produtores

N° de vacas leiteiras

N° de litros/ano

Vendem leite cru para indústrias no RS

65.016

1.068.577

4.102.315.774

Vendem leite cru para indústrias na região/17

7.269

   115.959

   401.510.529

Vendem leite cru para indústrias na região/15

10.883

   137.540

   474.819.500

     Em relação aos dados publicados no Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite/2015, verifica-se uma redução significativa no número de produtores que vendem leite cru para as indústrias de laticínios, uma redução moderada no número de vacas leiteiras pertencentes a esses produtores e uma pequena redução (praticamente uma estabilidade) no volume produzido, conforme pode ser observado abaixo. Na região dos Coredes Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea, composto por 42 municípios, a redução significativa, superior à média do estado, apresenta uma redução de 33,20% no número de produtores, 15,69% no número de vacas leiteira e 15,43% na produção anual de leite, de acordo com a pesquisa da cadeia produtiva do leite de 2017, quando comparada com a pesquisa de 2015.

     Sugestões urgentes que apresentamos para cadeia produtiva do leite na região noroeste do Rio Grande do Sul

- Buscar controle efetivo das zoonoses (tuberculose e brucelose), envolvendo as Secretarias Municipais da Agricultura, SEAPI e MAPA; devemos buscar excelência sanitária do rebanho para acessar novos mercados.

- Levar Assistência Técnica qualificada a todas as famílias que produzem leite; responsabilidade de todos os elos da cadeia produtiva; disponibilizar mais recursos para contratação de profissionais e focar inicialmente nas famílias que querem continuar na atividade e que estão com baixa escala de produção; ampliar recursos para Emater/RS-Ascar; disponibilizar recursos para associações, cooperativas e prefeituras.

- Disponibilizar para famílias que estão com pouca escala de produção e que tem interesse em evoluir na atividade, de acordo com a necessidade de cada unidade de produção, levando em conta um plano de gestão discutido e construído pela família e técnico. Esta estratégia também deve ser adotada para o uso de recursos do FEAPER e outras linhas de créditos disponibilizados em âmbito municipal, estadual e federal.

- Reduzir a importação de leite, tributar o leite que vem de outros países através do Uruguai, colocando cotas de importação e ao mesmo tempo adquirir o excedente de produção para formação de estoque e para os programas sociais.

- Estabelecer preço mínimo do leite, baseado no custo de produção levantado junto aos produtores, repassando esta tarefa a uma instituição oficial ou não, com uma metodologia definida, considerando custo variável, fixo e estabelecendo um mínimo de rentabilidade ao produtor.

- Oficializar a Câmara Setorial Regional do Leite como integrante da Câmara Setorial Estadual do Leite, para inclusão da nossa região no debate estadual em torno da cadeia produtiva do leite de forma permanente.

- Negociar as dívidas dos produtores de leite, concedendo prazo de 10 anos e com desconto de 50% do valor total da dívida.

     Mas a final de contas de quem é a culpa? Com certeza não é da nossa família produtora de leite. Talvez não é o momento de apontarmos culpados, mas sim de unir forças, onde cada setor, cada elo da cadeia produtiva faça sua parte. Mas neste momento, entendemos ser fundamental que o governo tenha um projeto claro, forte e confiável para a agricultura familiar, onde a atividade leiteira deve aparecer com destaque. Precisamos saber qual é o papel e qual a responsabilidade da indústria neste processo de importação do leite, que desestabiliza a produção da matéria-prima internamente.

                        Palmeira das Missões/RS, 06 de abril de 2018

           _________________________                                                           ____________________________________

                   Gilson de Carli                                                       Eduardo Russomano Freire

            Presidente da AMZOP                                             Prefeito de Palmeira das Missões

______________________________________                                     _________________________________________

       Movimento dos Sem Terra                                                                  FETAG

_______________________________________                                               __________________________________________

                 FETRAF                                                                          Corede Rio da Várzea         

______________________________________                                     __________________________________________

       Ministério Desen. Agrário

07 DE ABRIL DE 2018

 

leite AMZOP

AMZOP

 


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