Assembleia
Grossi Combustiveis
Conffiare
Palazzo Ambientes
  • Palazzo Ambientes
  • Assembleia
  • Conffiare
  • Grossi Combustiveis
  • VS Gráfica Expressa
  • Bruna Soares Fotografia
  • Cesurg Sarandi
  • Cresol
  • Boohler Serigrafia
  • Clínica Estética Vitallitá
  • Farmácia Nossa Senhora de Fátima
  • Drággon Artigos Esportivos
  • Cotrisal
  • Nina Comunicação Visual
  • X & Cia
  • Barbearia 84
  • Jack's Steak Club
  • Bortoluzzi Odontologia
  • Teloken Engenharia LTDA
  • Casarotto Imóveis
  • Rômulo De Cezaro
  • Milani Corretora de Seguros
  • Gostinho Della
  • Laboratório Sarandi
  • Rembecker Estruturas Metálicas
  • Signomar Comércio de Bebidas
  • Restaurante 4 Ases
  • Sicredi
  • Hiper Mercado Wagner
  • Taura Auto Peças
  • Home
  • Notícias
  • Cultura
  • Sarandi - Sem Terra nascido em Sarandi e formado em Medicina em Cuba fala sobre vinda de médicos estrangeiros para o Brasil

Sarandi - Sem Terra nascido em Sarandi e formado em Medicina em Cuba fala sobre vinda de médicos estrangeiros para o Brasil

Marcos Tiaraju Correia da Silva, é filho de Roseli e José Correia da Silva, militantes da luta pela terra no Brasil; ela morta em 31 de março de 1987 em Sarandi, ele viveu em Sarandi e Rondinha por alguns anos até viajar para Cuba. Agora morando no Brasil, no assentamento em Nova Santa Rita, teve o primeiro contato com a imprensa brasileira ao falar ao repórter Jose Leal em Porto Alegre, em setembro de 2012 e nesta semana manteve novo contato com a reportagem, falando sobre a polêmica surgida entre a classe médica brasileira e o Governo Federal, que estuda a possibilidade de contratar médicos estrangeiros para atender em municípios sem esses profissionais.

tiaraju9digobkvlbk

Marcos Tiaraju trabalha hoje em Nova Santa Rita e atende assentamentos

Marcos admite que o assunto é polêmico, mas diz acreditar que a vinda de médicos é positiva para municípios onde a população nunca viu médicos. Por outro lado, é preciso criar uma política de estruturação do serviço sobre saúde, para que, profissionalizado, possa desenvolver um bom trabalho.

Hoje mais de mil municípios no Brasil e mais de 50 no Rio Grande do Sul, onde a população não vê um médico. O CFM insiste em dizer que não precisa trazer e que há médicos suficientes. Reconhece que há dificuldades, mas a população precisa agora, tomar uma medida urgente, que se faz necessária, junto com o Governo, que deve criar programas para manter médicos no interior.

Indagado se a falta de médicos em cidades pequenas é um problema econômico, Tiaraju diz que não, por que os salários em municípios do interior é, ás vezes, maior que em cidades grandes; a dificuldade não é nos pagamentos; entre as razões apontadas ele diz que médicos reclamam da estrutura e outras informações, segundo ele, são de que os médicos recém formados preferem cidades grandes para maior acesso á cultura, lazer, outros cursos para seguir na carreira médica. 

Sobre as dúvidas levantadas a respeito da qualificação dos profissionais que viriam para o Brasil, Marcos, que formou-se em Cuba, diz que os governos assumem o compromisso de seriedade dos profissionais que seriam contratados, “Eu me formei em Cuba e sei da seriedade e da qualidade dos profissionais, jamais os médicos que viram de Cuba seriam médicos com má formação, acredito que esse argumento não é o que deve impedir a vinda de médicos do exterior, os anos de formação em Cuba são os mesmos daqui no Brasil, a grade curricular é semelhante em 90 por cento, os médicos que saem de Cuba para missões em outros países são sempre os mais experientes e preparados” disse o médico que hoje atua em Santa Rita.

Tiaraju prefere não afirmar com certeza se está havendo “reserva de mercado” por parte dos médicos brasileiros, “É uma das coisas que se especula, por parte da classe médica. Esse argumento é negociado e usado como motivo para não estruturar o sistema médico; uma medida paliativa que não irá resolver nada, mas, pode também ser uma reserva de mercado, pois onde tem poucos profissionais, se paga mais, pode ser a lei da oferta e da procura” disse o médico nascido em Sarandi.

Marcos Tiaraju recorda que ao retornar ao Brasil, seu diploma não foi aceito e teve que passar por um processo de revalidação, ele explica:  “Eu passei por duas etapas, uma teórica e uma prática, que são realizadas pelo Governo brasileiro com exames elaborados por Universidades Federais. Eu cheguei no Brasil em setembro, realizei as provas no ano passado, e consegui a aprovação. Não percebi que minha formação em Cuba trouxesse alguma dificuldade para exercê-la no Brasil, o que comprova que a formação de um médico em Cuba serve para suprir as necessidades daquilo que o sistema brasileiro cobra”, disse o médico. Ele acrescenta: “Ao retornar, meu objetivo sempre foi atuar em um município menor, por que quero cumprir o objetivo da minha formação em Cuba, que é suprir as necessidades dos lugares menores; hoje estou trabalhando no município de Nova Santa Rita, uma cidade pequena, com pouco mais de vinte mil habitantes”.

Ele revela que trabalha num município que não possui hospital, tem quatro postos de saúde, com estrutura bastante precária e cinco assentamentos. Marcos diz atender meio dia a população urbana juntamente com outro médico, e a outra metade do dia atende os assentados. Ele diz que assim faz sua parte para consolidar o SUS e atender a população carente.

Brasil estuda contratação de seis mil médicos cubanos

O governo brasileiro está negociando a contratação de cerca de 6 mil médicos cubanos para atender à demanda por profissionais no País, especialmente em cidades menores. Conselhos regionais e o Conselho Federal de Medicina (CFM) criticam o estímulo para profissionais estrangeiros.

“Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial promissora e a qual também atribuímos um valor estratégico”, afirmou o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.O assunto foi um dos temas do encontro do chanceler brasileiro com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez.

A presidente Dilma Rousseff já havia se posicionado a favor da contratação de estrangeiros – antes se falava na contratação de médicos portugueses e espanhóis.“Cuba tem uma proficiência grande nessa área de medicina, farmacêuticos, biotecnologia, e o Brasil está examinando a possibilidade de acolher um número através de conversas que envolvem a Organização Pan Americana de Saúde, a OPAS, e está se pensando em algo em torno de 6 mil ou pouco mais”, afirmou Patriota.

- Trazer médicos estrangeiros resolveria a carência? O que diz o Cremers e a Famurs:

Fernando Weber Matos. Vice-Presidente do Cremers:

“Trazer médicos cubanos seria fornecer atendimento de má qualidade para o a população; eles não tem o mesmo preparo que os médicos formados aqui. Existem médicos suficientes para atender a população; é preciso das condições para que eles atendam  no interior.”

Ary Vanazzi - Presidente da Famurs:

“Lutamos, com a Frente Nacional de Prefeitos, para que o Governo aceite médicos brasileiros formados no exterior e também médicos estrangeiros. Queremos uma medida provisória para regulamentar o trabalho desses profissionais, isso daria cerca de 6 mil médicos a mais paraatuar no Brasil”.

Por Jose Leal

DiárioRS

CLIQUE AQUI, curta a Fan Page do site e fique informado sobre as notícias da região.

O DiárioRS não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse, as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

  • Lancheria Grenal do Tainha
  • Estação Fitness
  • Eficaz
  • Vimesq
  • Drago Restaurante e Pizzaria
  • Revista Spelho
  • SCT Construtora e Incorporadora LTDA
  • Confecções Helenice