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Sarandi - Leia Sarandi em fatos de 21/03


Data de publicação: 21 de março de 2015
Coluna: José Leal
Colunista: José Leal








Protestos I


As mobilizações realizadas em todo o Brasil no dia 15 desse mês mostraram também em Sarandi, que a indignação com a corrupção levou para as ruas pessoas que nunca antes haviam tido atitude semelhante, nem mesmo em atos festivos ou comemorações, nem mesmo em comemorações politicas. Isso é liberdade de expressão e democracia. Com a qual muitos não estão sabendo conviver ao pedirem um golpe militar e a volta da ditadura. Compreende-se que boa parte dos que hoje protestam não sabem ou não conviveram com a ditadura militar. É bom lembrar a esses que defendem o golpe militar em redes sociais que esse tipo de regime tem como prioridade a restrição á liberdade de expressão, então, golpe militar significa, restrição á liberdade de expressão, á liberdade de imprensa e consequentemente fim da liberdade em redes sociais. Com golpe militar, protestar, reclamar ou falar contra o governo, nunca mais. Se hoje ocorrem protestos, e justos pelos motivos que os originaram, por outro lado não podemos colocar a democracia em perigo.


Protestos II


Em Sarandi os organizadores da manifestação do dia 15 de março inteligentemente adiantaram algumas regras para a caminhada, sugerindo a não utilização de bandeiras partidárias para não vincular o movimento com protesto politico/partidário. Alguns não obedeceram e protestaram contra o PT em camisetas.


Protestos III


Mensalão, Petrolão, Lava Jato. Tudo isso causa revolta e indignação maior ainda quando coloca no mesmo saco eleitos da quase totalidade das siglas. Muito se fala que o titulo de eleitor é uma arma, mas, temos atirado nos nossos próprios pés. Alguém sabe qual partido não tem envolvidos nesses escândalos?


Candidato


Muitas foram às indagações feitas ao colunista na semana passada após a publicação nesse espaço de tratativas para lançamento de candidato a prefeito fora do PDT e PP. O segredo acabou revelado. Um grupo de empresários, políticos e lideranças tenta convencer o delegado da Policia Civil, Edson Cezimbra a concorrer a prefeito em Sarandi pelo PMDB.  Aguardam uma resposta.  Resta saber se Cezimbra conseguirá unir a ala PP com a ala PDT do PMDB. Liderança pedetista foi sondada para uma possível união.


Lá fora


A onda de protestos no Brasil teve interpretações diferentes fora do país. Mídia internacional vê "classe média branca" nos protestos. Os grandes protestos contra o governo realizados no domingo (15) em várias partes do Brasil ganharam destaque na imprensa estrangeira na segunda-feira (16). Muitos jornais enxergaram um "protagonismo da classe média branca" nas manifestações.


"Centenas de milhares de brasileiros predominantemente brancos e de classe média tomaram as ruas ontem" para pedir o impeachment da presidente e, alguns, um golpe militar, publicou o britânico The Guardian.


Já o espanhol El Paísnoticiou, na capa do periódico, que "os protagonistas das marchas pertencem às classes médias mais educadas". Foram, segundo o jornal, "médicos, professores, advogados e estudantes bem preparados e informados".


No argentino Clarín, destacou-se que o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) foi "o único que levou grande número de manifestantes que não são nem brancos nem ricos para a manifestação".


O diário destacou, porém, que Paulinho - líder da Força Sindical e um dos únicos a defender abertamente o impeachment da presidente- foihostilizado por manifestantes que apenas "toleram" a camada social de trabalhadores representada por este político.


Os jornais noticiaram também a baixa popularidade da presidente e associaram o fato à crise econômica e à operação Lava Jato, entre outros.


O New York Times seguiu esta linha e destacou os desafios que o governo enfrenta com a "estagnação da economia, um escândalo de corrupção e uma revolta de alguns das figuras mais poderosas de sua coalizão". Fonte BBCBrasil.com


Direito I


Nessa onde de protestos, um fato chama a atenção. Está quase impossível conversar com algumas pessoas. Vivemos décadas com um Brasil onde era proibido dizer o que pensava se protestava contra a ditadura militar era comunista, se defendia o regime era reacionário. Agora, ou defende o governo ou vai para as ruas protestar. E o direito de não ter lado?


Direito II


Em Sarandi, e em boa parte do país, hoje é proibido não ter lado.  Afirmar que os roubos na Petrobras iniciaram na era FHC, mas tomaram proporções enormes na era PT é estar contra o governo, afirmar que pedir impeachment é colocar em risco a liberdade e a democracia é estar a favor do governo. Ser moderado hoje é proibido. Petistas observam cuidadosamente quem em Sarandi, foi ás ruas protestar.  Alguns organizadores dos protestos cobram de quem não foi ás ruas. Outros foramas ruas para “fazer média”. Nessas três situações, em Sarandi, algumas extinguiram o direito de não ter lado. 


Presença


 Boa parte dos empregados e funcionários das empresas que foram dispensados do trabalho no dia 27 na manifestação contra a corrupção e contra o PT e em favor da luta dos caminhoneiros não participou na manifestação do dia 15 de março.


Investigação


Policia Civil de Sarandi investiga aplicação de golpe com cartões clonados.  Origem dos golpes seria no estado de São Paulo.


Leitor


José Marcos Rodrigues da Silva


Lava Jato


Deputados gaúchos suspeitos de favorecimentos denunciados na operação Lava jato somaram juntos 4.092 votos em Sarandi. Quatro eleitos na eleição de 2014 e outro na eleição de 2010.


Frase


Não sou dinheiro. Por isso, não preciso que todos gostem de mim.



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