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K entre Nós - Kerley Cavalhedo


Data de publicação: 27 de julho de 2017
Coluna: Kerley Carvalhedo
Colunista: Kerley Carvalhedo



 


           Quinze minutos de filme e as pessoas não paravam de entrar na sala do cinema. Meia hora depois um entra e sai sem fim. Estava concentradíssimo no filme, ouvi uma voz cochichando atrás de mim, olhei discretamente para saber quem era a criatura que resolveu colocar o papo em dia ali mesmo na hora do filme. Minutos depois não resisti e disse para a senhorita que estava na poltrona atrás de mim falando ao telefone:


- É sério mesmo que você vai ficar de papo nesse telefone?


Não adiantou muita coisa, ela diminuiu o tom de voz, mas continuou pendurada no celular. Mudei para um lugar vazio ao lado de dois adolescentes. Foi pior ainda, além da conversa dos dois fui obrigado a escutar os estalos dos beijos. Sou um pára-raios de pessoas sem bom-senso, sou alvo da má-educação dos outros.


Tento evitar ao máximo tipos de incômodos e constrangimentos, distribuo o meu contato do telefone da minha casa e do meu whatsapp para os amigos mais íntimos que costumam freqüentar minha casa, mas já deixo bem avisados que não gosto de receber visitas em horários inoportunos, como às treze e depois das dezoito horas. Estava de saída para um compromisso quando um amigo chegou à minha casa, pedi que voltasse depois, que no exato momento eu estava atrasadíssimo e não podia lhe dar atenção. Falei que poderia ter me avisado antes, ele virou-se pra mim e afirmando que nunca mais voltaria.


Coisas desse tipo mostram o quanto as pessoas perderam as boas maneiras, mais que isso; o bom-senso. Pequenos detalhes fazem grandes diferenças. O bom convívio começa com pequenas regras. Ser elegante vai muito além de saber se vestir bem ou usar os talheres corretamente. A verdadeira elegância estar na forma como você se porta diante das pessoas e em diversas ocasiões.


Não há elegância que resista a falta de bom-senso. É claro que não precisa se comportar como se fizesse parte da família da rainha Elizabeth, mas ao menos evitar alguns incômodos. Sou adepto da boa compostura, da conversa simples e franca; olho no olho. Ser simpático é fundamenta e não lhe custará nada, nem fará de você pequeno por esse gesto nobre. Também faz parte da nobreza o bom humor; a tolerância; gentileza; gratidão; afabilidade.


Faz parte da deselegância; ser inconivente, meter em assuntos que não lhe diz respeito, chegar à casa das pessoas sem avisar, chamar no whatsapp altas horas da noite, não responder um bom dia, ir ao cinema e tirar a atenção de quem assiste, pedir emprestado e não devolver, é deselegante ser exibicionista e a lista continua.


          Boas maneiras e bom-senso nada mais é, do que criar regras para o bom convívio. É sinal de civilização. Ser elegante ultrapassa o uso de Chanel, Calvin Klein, Prada. Para ser elegante basta um simples “bom dia”, um sorriso simpático e respeitar o espaço do outro.           


 



 


Kerley Carvalhedo



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