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Quando menos espera - Kerley Carvalhedo


Data de publicação: 9 de agosto de 2017
Coluna: Kerley Carvalhedo
Colunista: Kerley Carvalhedo



 


    Ele não aparece quando estamos à sua espera. O amor acontece quando estamos distraídos. Sem precisar fazer rituais ou promessas, ele acontece quando o improvável se apropria da cena, quando não há espaço. Ele surge a qualquer hora, a qualquer momento, o amor, seja como for, ele nos surpreende. Onde há desertificação faz brotar jardins e florir quando ainda é inverno.


    Ele, o maior dos sentimentos, tem a mais singela fórmula de cura; a cada decepção uma ferida, a cada ferida um inusitado e inesperado amor como antídoto cicatrizador. É possível se curar depois de um grande e doloroso rompimento, contudo nada cura tão rápido quando chega outro amor, pronto para nos tirar da ociosidade, do caos sentimental, dos destroços que sobrou do antigo amor.  Paliativo para a dor da decepção? Terapia resolve, porém nada se compara com a chegada do amor, seja ele próprio ou não, ele pé capaz de trazer esperança para os que habitam na escuridão dos sentimentos.


    Ninguém ama por razão, amor não se explica, é sentimento irracional. Ama-se por nada. Ama-se porque amar é apenas sentir.


   Sentir o amor é como andar na montanha-russa, é um turbilhão de sentimentos e sensações cada subida e descida. O amor não traz consigo razões; se o amor é por status informo-lhe: isso não é amor. O amor mexe com os mais íntimos desejos adormecidos, desperta em nós a mais pura essência humana. Ele não surge quando queremos, o amor é um sentimento vivo, chega na distração e vai embora quando mesmo espera.  




 


Kerley Carvalhedo



Silueta de pareja besandose al atardecer Silueta de pareja besandose al atardecer