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Entre sonho e realidade, travessias - Luciane M. Della Flora


Data de publicação: 5 de outubro de 2017
Coluna: Luciane Marangon Della Flora
Colunista: Luciane Marangon Della Flora



 


Tudo estava certamente predestinado. Assim foi na vida daqueles seres que em outro espaço habitavam. Como em um sonho eles estavam lá em um barco branco, sem nenhuma semelhança com algo que possamos descrever, mas repleto de significados.


Naquele instante, tentavam eles a travessia de um grande rio nada passivo. Volta e meia eram amedrontados com tantos conflitos de bocas alheias que tentavam impedir que a embarcação prosseguisse o seu caminho. O homem, abalado, ficava em tantos momentos imóvel diante de tantos problemas externos. A imobilidade era tanta que, mais adiante, aquele outro ser que consigo estava tomaria conta dos remos não daquele barco, mas de um pequeno bote.


Diante da tempestade que se aproximava e da possibilidade de morte, não tiveram outra saída a não ser consolarem-se mutuamente. O abraço daqueles seres, no momento oportuno, foi único e, certamente, tatuado naquelas almas aprendizes que estavam sobre aquele rio nada límpido e repleto de incógnitas. Sem que a tempestade cessasse, enquanto o inimigo se aproximava, já não havendo outra saída, abandonaram o pequeno barco branco e em um bote adentraram, remando nas águas de lugar ainda sem nome.


Como em qualquer tempo, a noite finalmente passou e, para surpresa de ambos, chegaram a um verde terreno, repleta de esperança para os dias que sucederiam aquele tempo de tanta luta. A casa encontrada, de brancura inimaginável, selava o beijo no outro lado, daquele do conflito.


O amor transformava naquele momento a vida daqueles seres que nem sequer haviam vivido e, num de repente, ela acordava de um sonho, que daquele momento em diante seria realidade.


É preciso saber que se problemas enfrentamos, caminhos são fortalecidos e, como na sensação do melhor beijo do mundo, tantas vidas são para sempre transformadas. A travessia é e será sempre necessária. Depois de sonhos, vivências, não achas? Atravesses tu as águas turvas que por ventura estiverem em seu caminho.


 



 


Luciane M. Della Flora


 



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