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Trigo melhora rentabilidade do sistema de produção de grãos

Trigo melhora rentabilidade do sistema de produção de grãos

Data de publicação: 22 de abril de 2016
Hora: 08:40h



 


Plantar trigo melhora o fluxo de caixa, é necessário nas estratégias de manejo de pragas, plantas daninhas e patógenos e ainda gera estabilidade no sistema de produção de grãos.


O trigo no Brasil é uma cultura viável e necessária no sistema de produção de soja e milho. A vantagem vem do ambiente de clima temperado/subtropical, que permite dois e até três cultivos por ano, na mesma área. Em regiões de clima temperado e frio, no inverno a renda vem desta única cultura e seus custos também devem ser todos absorvidos pela mesma. Numa análise simplista, o trigo no Brasil melhora a lucratividade da propriedade como um todo, ao dividir os custos fixos diretos, como funcionários, arrendamentos, impostos e outros. Esses custos estarão presentes independentemente de quantas culturas estejam envolvidas. Além disso, a cultura do trigo ainda gera benefícios indiretos na fertilidade química, física e biológica do solo, na supressão natural de pragas e na cobertura vegetal da lavoura.


Certamente, os benefícios vão além da redução de custos já que as culturas de outono e inverno, como o trigo, são necessárias no manejo de plantas daninhas, pragas e doenças. Elas desempenham a função de alternância de culturas no manejo da fertilidade, da supressão de pragas, plantas daninhas e doença, no sistema de produção de culturas de verão. Segundo o engenheiro agrônomo e melhorista da Biotrigo Genética, André Cunha Rosa, o investimento em programas de manejo que envolvam a diversificação de culturas, especialmente com a inclusão do trigo, melhora a sustentabilidade do negócio. “Um dos maiores benefícios é a possibilidade de utilizar a mesma estrutura física e de pessoas que as culturas de soja e milho, reduzindo o impacto dos custos fixos sobre as culturas de verão, melhorando assim, a rentabilidade da propriedade como um todo”, ressalta.


Considerando o manejo da cultura, a inserção do trigo permite ainda o aproveitamento dos investimentos efetuados realizados no solo após a colheita, já que eles são reabsorvidos pela cultura seguinte, como a soja. “O agricultor precisa se dar conta de que é necessário melhorar o manejo da lavoura para controlar as invasoras com os herbicidas disponíveis hoje e não esperar por uma molécula milagrosa, que a indústria não tem previsão de lançar. Uma das ferramentas que traz um bom resultado é a introdução do trigo no manejo da lavoura para controlar de forma barata e eficiente estas invasoras”, complementa Rosa.


Por Agrolink


DiárioRS


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