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Carazinho - Carazinho - Município reelege pela primeira vez uma vereadora

Desde 1935, ano em que a Câmara de Vereadores foi instalada, até os dias atuais, apenas sete mulheres foram eleitas pelos carazinhenses em 17 legislaturas.

Data de publicação: 19 de novembro de 2020
Hora: 07:00h
Créditos: Daniela de Oliveira - AIP
Fotos: Daniela de Oliveira - AIP



A Eleição 2020 trouxe mais um marco para o Poder Legislativo de Carazinho: a reeleição de uma mulher. Desde 1935, ano em que a Câmara de Vereadores foi instalada, até os dias atuais, apenas sete mulheres foram eleitas pelos carazinhenses em 17 legislaturas e nenhuma delas tinha sido reeleita. A exceção, agora, é Janete Ross de Oliveira que no domingo alcançou a marca de 790 votos e garantiu a cadeira.

Professora Janete, como é conhecida, contou que este é um grande orgulho. “Sinto-me muito feliz e terei eterna gratidão a todos aqueles que acreditam em meu trabalho e me ajudaram a conquistar este marco e fazer história em Carazinho. Tenho visto que as mulheres, mesmo que lentamente, estão ocupando o seu espaço, o qual foi ganho através de muita luta e dor. Devemos crescer ainda mais em todos os espaços políticos para que assim possamos falar em igualdade e na força da mulher na política”, ressalta.

Janete também reconhece que esta representatividade feminina ainda é pequena e defende a necessidade de ter um apoio maior por parte de autoridades em nível federal para impulsionar o engajamento deste público. Hoje, por exemplo, Janete, sendo a única mulher a ocupar uma cadeira na Câmara, representa apenas 7% do total. “Somos em 13 legisladores, teríamos que ter 50% das cadeiras, pois nós, mulheres, temos a mesma capacidade do homem para legislar. Penso que devemos motivá-las cada vez mais e encorajá-las para que assim elas ocupem seus lugares”, apregoa.

Janete lembra ainda que em seu mandato como vereadora buscou realizar diversas ações em prol das mulheres como a criação da Patrulha Maria da Penha e da Frente Parlamentar da Mulher, além de outros projetos que tratam da Violência Doméstica e dos diretos do público feminino.

Questionada sobre as cotas partidárias para mulheres, a vereadora Janete se posiciona favorável, desde que elas não sejam utilizadas apenas para preencher a porcentagem. “Quando uma mulher coloca seu nome à disposição, estas devem trabalhar para ocupar a vaga para qual concorrem. Só assim teremos mais mulheres a cada dia em lugares mais altos. Quanto a mim, posso dizer que farei parte de nossa história representando todas as carazinhenses”, reafirma.






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