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E-book distribuído gratuitamente - ”Coletânea Palavras 2020” – 50 escritores escrevem sobre o período de Pandemia

No ano em que a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - Coordenadoria RS (1980-2020) comemora 40 anos de sua fundação, com o lema “A Perenidade do Pensamento pela Palavra”, eis que nasce a “Coletânea Palavras 2020” com o tema “Pandemia“.

Data de publicação: 15 de janeiro de 2021
Hora: 08:00h
Fonte: Eliane Tonello



No ano em que a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - Coordenadoria RS (1980-2020) comemora 40 anos de sua fundação, com o lema “A Perenidade do Pensamento pela Palavra”, eis que nasce a “Coletânea Palavras 2020” com o tema “Pandemia“. O que se lê nas 100 páginas são poemas, contos, minicontos, crônicas e quintas de 50 escritores, ajebianas e convidados, que expressam com maestria os momentos históricos vividos, mergulhados na insegurança e nas incertezas sob ameaça do inimigo invisível, o vírus da Covid-19.

A organizadora e presidente coordenadora da AJEB-RS, Eliane Tonello, inicia com a apresentação da Coletânea pontuando: “Sem interromper as edições anteriores, fomos desafiados a inovar e a explorar ao máximo a nossa criatividade, prova de que a arte pode ser um dispositivo de saúde mental”. Na sequência, em sua apresentação à obra - Palavras do nosso tempo -, Andrea Barrios, Vice-presidente da AJEB-RS descortina nossa realidade: “o sorriso atrás das máscaras, guardar distância se torna um gesto de amor pelo próximo. Eis que a palavra nos salva”. Salienta a segunda Vice-presidente, Tatiana Fadel Rihan, “(...) surge - neste ano tão intrigante – de maneira expandida e ousada, moderna e diferente (...) esta obra é mais uma linda flor, que nasce para completar o buquê desta querida associação (...)”. E as palavras da Presidente Nacional, Maria Odila Menezes de Souza: “No dia 8 de abril de 2020, a AJEB completou 50 anos de ininterruptas atividades culturais. Falar sobre a AJEB remete àquelas mulheres intelectuais do passado, arquitetas de nossa história, idealizadoras de planos e realizações literárias profícuas que elevaram o conceito da nossa Entidade”.

A leveza desejada na ilustração da capa está representada pela flor “dente-de-leão”, não apenas devido à semelhança com o vírus exibido nas mídias, mas sobretudo pelos significados que engloba - esperança, liberdade, otimismo e cura. Da mesma forma, ao assoprarmos suas pétalas e estas com facilidade se espalharem com o vento, o fato de disponibilizar de forma gratuita é levar aos quatro cantos do mundo um afago literário aos queridos leitores.

Segue adiante um “pout-pourri”, fragmentos da belíssima obra publicada mesclados e sobrepostos criativamente. “Escrever é como brincar com a mãe. Expressa emoções, sentimentos e angústias. Encontra-se lamento. De joelho rezo. Na oração o véu encobre o dia. Inúmeros são os questionamentos neste tempo de reclusão. E agora?, perguntava José. O que vamos fazer? Ainda não encontro palavras, muito nasceu e morreu em mim. Procura-se em meio à pandemia uma palavra que possa responder, mas que seja uníssona. A realidade é dura. Na madrugada pandêmica, a escritora acorda, mas não quer abrir os olhos. Mesmo tendo certeza de que a vida é minha amiga. Amo a vida e tenho orgulho de quem me tornei. Realmente os tempos são difíceis, turbulentos. O medo invade o interior, aterroriza o pensamento. Amor em confinamento. Depois. Depois do quê? Vivemos em uma guerra, inesperada. Nasce Pedro. Pan-tempo. Coronavírus: início de um novo tempo. Desfrutamos primavera. Outono furtado. A vida é agridoce. Dois mundos.”

“Sufocadas vozes, ressoam madrugadas. Você é danado, quer ser dono do pedaço. Soldados de branco continuam a nos proteger nesta batalha. Ontem, remexendo gavetas, surgiram metáforas. Postergação de Iduna. A voz mantém o mundo. Catarse. Desconexo. Lâmpada da memória. A força da palavra. Causas. Cativeiro. Presente. Subitamente surgem lembranças e máscara do medo. O grito é de todos os que se importam. Sim. Um poema respira, é um impulso. As janelas são tantas, não sabemos o que nos espera dentro dela. Guarda mistério. Quarentena, madrugada insone. Ideias são as que nos alimentam. Restam-nos as palavras. A menina no espelho. Pedaços de mim. Chuva. Sem dormir, acaba o livro, volta para o mundo. Vazio.”

“Na vida somos peregrinos, o que nos diferencia é o fardo. Garras martirizantes, feridas mutáveis. Faz cinco cadernos que estamos em quarentena. O flagelo estrangeiro funde silêncios às cinzas. A falta do abraço, símbolo necessário para nós, humanos. Aqui e agora em três tempos. Confinamento, vamos contar às próximas gerações que a morte andou rondando nossos passos. Ser mãe na pandemia tem medo e mãos frias. Ele ela. Despertar. O depois? Somente o olhar alheio saberá. Fôlego.”

“Desalinhado. Tudo parecia sonho, mas na realidade, se mescla ao lúdico e ao imaginário. Quando teus olhos azuis, os meus fitaram senti alegria e amor. Cartão-postal enquadrado na moldura da janela, sopro do vento alisa a face. Entre lençóis revoltos, no crepitar das chamas, o tempo não passa. A bandeira avermelhou e a pressão baixou. Só passamos a fazer amor em versos e poesias.”

Agradecimentos ao Guilherme Hernandez Moraes, microempreendedor e diretor da empresa HM Digital Design, com um belíssimo trabalho na criação do livro impresso e do livro digital.

O desejo é de uma proveitosa e criativa leitura a todos.


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