menu
Notícias

Palmeira das Missões - A arte das palavras como forma de expressão



Data de publicação: 15 de junho de 2021
Hora: 08:00h
Créditos: Camila Amorim
Fonte: Secretaria de Cultura e Turismo



Evani Fumagalli Ávila é escritora, mas não só isso. Eva, como os amigos a chamam, adora se aventurar pelo mundo dos livros, dos filmes e da gastronomia. Gosta de clássicos da literatura brasileira, de Star Wars e de cozinhar lasanhas e doces. Desde jovem sempre foi uma entusiasta da escrita e da leitura, paixão essa que a conduziu na escolha de sua graduação em Letras pela Universidade de Passo Fundo. Agora, além de todas os fascínios fervorosos, Eva, aos 46 anos, tem seus contos publicados em diversos livros da região, o mais recente é a coletânea “40 contos: que eles e elas contam”, da Editora Vitrola, e pode ser adquirido por meio do site (https://bityli.com/plFUq) com o custo de R$ 44,90. 

Nos últimos dias do mês de maio, um de seus contos ganhou destaque em um concurso da Vitrola, editora e distribuidora de livros, com sede em Frederico Westphalen. O concurso, coordenado por Dilmar Barcarol, gerente da loja, teve como objetivo dar amplitude ao trabalho de novos autores e apresentar novas narrativas. Assim, a coletânea “40 contos: que eles e elas contam”, apresenta histórias melancólicas, engraçadas, autobiográficas e outras que instigam os leitores a chegar ao final para desvendar grandes mistérios. 

"Quem não tem cão, caça com papagaio” foi o conto da escritora que foi selecionado para compor a coletânea. A narrativa, cheia de humor, conta a história de um esnobe maltes, que acreditava ser de uma aristocracia, e um labioso papagaio que sonha ser famoso. Entre egos e perspicácias, a trama se desenrola com os sarcásticos diálogos entre os personagens, cujas referências, ironias e intertextualidade são elementos marcantes na escrita de Eva. 

O amor da autora por coisas rotineiras impressiona, a paixão e facilidade com as palavras é algo realmente notável. “Tenho muita facilidade para escrever. Isso porque leio desde muito pequena, então já tenho uma bagagem literária. Depois de ser alfabetizada eu não saía da biblioteca, me sentia acolhida, os livros desde sempre estiveram presentes em minha vida’’, conta. 

Além de sua participação em obras literárias, Eva utiliza do meio digital para compartilhar sua paixão pela literatura. Por meio de contos, poesias, músicas e tudo que a arte dispõe, suas redes sociais trazem a cultura de uma forma humanizada, que toca o coração de cada internauta. A escritora afirma que tem como missão incentivar a cada dia que passa a formação de novos leitores e promover a literatura feminina.

 

MULHERES E REPRESENTATIVIDADE NA LITERATURA

Eva, cuja escritora preferida é a Lygia Fagundes Telles, destaca o quão importante é acompanhar mulheres e tê-las como referências. Ao falar sobre sua paixão por Star Wars, a escritora relata que o primeiro filme da saga que ela assistiu foi aos 09 anos e ver uma mulher como heroína e protagonista, foi algo que a marcou muito e que é de muita relevância para empoderar mulheres. “A figura da princesa Leia fortalece em nós que somos capazes de lutar por tudo que queremos e somos capazes disso’’. 

Segundo ela, “o patriarcado e o machismo adjetivam muitas escritoras como sendo incapazes de escrever algo bom, incapazes do texto ter tanta qualidade quanto um Machado de Assis ou quanto Caio Fernando Abreu, e nós podemos! Por isso, as representações femininas no meio literário são muito importantes’’, frisa Evani. 

A escritora também relata que é preciso união, apoio e incentivo entre as mulheres e cita o quão importante foi o incentivo de sua amiga e colega de graduação, Cristiane Antunes, para que ela participasse de alguns concursos literários durante a pandemia. Eva diz que não vê a hora disso tudo passar “quero reunir meus amigos e poder cozinhar, afinal, são as coisas mais simples da vida que fazem a vida valer a pena’’. 







O DiárioRS não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse, as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.