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25 anos do Plano que é Real - Adriano Kaufmann

01/07/1994 entrava em vigor o Plano Real

                Eis que um dia no nosso país, uma "arma" em punhos amedrontava muita gente. Em cada lugar que se passava não era surpresa encontrar alguém com essa "ameaça" na sua frente. Mas calma! Em tempos em que discutimos sobre porte e posse de armas de fogo, talvez as palavras "arma" e "ameaça" podem mexer com suas "emoções". Mas eu estou falando dos REMARCADORES DE PREÇOS ou Etiquetadora nas mãos dos funcionários dos comércios.

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Fonte da imagem: https://marcosbezzerra-economiaepolitica.blogspot.com/2011/05/famigerada-maquina-esta-de-volta.html

            Mas aproveitando que citei a palavra "emoções", não menos emocionante eram os anos 90. Era um tempo em que cada minuto valia dinheiro, literalmente. Era o tempo dos indexadores, das tablitas de preços, dos congelamentos, do gatilho salarial, de cortes de zeros, e claro, dos remarcadores de preços. Lembro do dilema dos agricultores ao comprar insumos e ao vender a safra: será que faço hoje ou espero amanhã? E o dólar frente ao Real?

            Se de modo geral, a vida já era bem mais difícil naquela época do que atualmente, imagine em um país sem estabilidade alguma do dinheiro das pessoas. Foi essa realidade que afetou a vida dos brasileiros entre 1985 e 1994, época em que o país enfrentava a superinflação, a qual tinha o poder destrutivo do poder de compra da população e a capacidade de planejamento das famílias e das empresas. A maioria dos brasileiros comprava o que podia, tão logo recebesse o salário no início do mês, para estocar produtos antes que aumentassem de preço, algo que ocorria diariamente.

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Fonte da imagem: https://hcinvestimentos.com/2011/02/21/ipca-igpm-inflacao-historica/

            Além do grave desequilíbrio fiscal, que resultava em financiamento de gastos do governo com emissão monetária inflacionária, destaca-se entre as causas da superinflação a chamada inflação inercial, ou seja, o aumento contínuo de preços devido à recomposição da inflação passada e às expectativas do comportamento dos preços no futuro.

            Na prática, esse comportamento defensivo funcionava assim: um comerciante, por exemplo, reajustava o preço dos seus produtos tentando recuperar perdas com a inflação. E ainda embutia no novo valor o que ele imaginava que perderia com a inflação até a próxima oportunidade de reajustar. Os preços, logicamente, disparavam.

            Nessa época, o cenário macroeconômico, marcado pelo alto grau de endividamento externo, déficits públicos elevados e crescimento baixo, fez com que muitos economistas chamassem os anos 80 de "década perdida". Diversas medidas foram tomadas para recuperar a estabilidade de preços em seis planos econômicos que antecederam o Plano Real, que foram: Planos Cruzado I (1986), Plano Cruzado II (1986), Plano Bresser (1987), Plano Verão (1989), Plano Collor I (1990) e Plano Collor II (1991).  O impeachment do Presidente Fernando Collor gerou, além de instabilidade econômica, uma instabilidade política. Itamar Franco que o sucedeu, em agosto de 1993 determinou a última troca de padrão monetário antes do Real, de Cruzeiro para Cruzeiro Real.

            PLANO REAL

            O Plano Real entrou em vigor em 01 de julho de 1994 e funciona muito bem até hoje. Ele foi um processo de estabilização econômica iniciado em 1993. A entrada em circulação do real mudou o cenário de uma inflação que, no acumulado em doze meses, chegou a 4.922% em junho de 1994, às vésperas do lançamento da nova moeda. A inflação, que finalizou 1994 com 916%, atingiu 22% em 1995. Desde então, mesmo com as várias crises internacionais e internas que prejudicaram a estabilização econômica, o IPCA acumulado em 12 meses passou de 9% em poucas ocasiões. O Plano passou por três fases: O Programa de Ação Imediata, a criação da URV (Unidade Real de Valor) e a implementação da nova moeda, o Real. Em março de 1994 foi criada a Unidade Real de Valor (URV). Este era um indexador que passaria a corrigir diariamente preços, salários e serviços, como se fosse uma espécie de moeda. Em 1.º de julho foi introduzida uma nova moeda, o Real, com o valor de uma URV, equivalente a 2 750 cruzeiros, moeda que desapareceu. Com a introdução do real a inflação foi a níveis mínimos. Na época o Presidente era Itamar Franco e tinha como Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o qual se tornou o ícone da elaboração do Plano que deu estabilização da moeda. FHC, como ficou conhecido, foi eleito e tornou-se Presidente do Brasil, assumindo em 1 de janeiro de 1995, mandato em que consolidou a nova moeda, bem como fez um Programa de Governo voltado a reformas constituicionais que modernizaram e garantiram uma estabilidade econômica.

            Ao longo deste período, tem prevalecido o compromisso ​​do Banco Central de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda brasileira. Abaixo o histórico de inflação em cada ano desde a implantação do Plano Real:

1995 = 22,41%

1996 = 9,56%

1997 = 5,22%

1998 = 1,66%

1999 = 8,94%

2000 = 5,97%

2001 = 7,67%

2002 = 12,53%

2003 = 9,30%

2004 = 7,60%

2005 = 5,69%

2006 = 3,14%

2007 = 4,46%

2008 = 5,90%

2009 = 4,31%

2010 = 5,91%

2011 = 6,50%

2012 = 5,84%

2013 = 5,91%

2014 = 6,41%

2015 = 10,67%

2016 = 6,29%

2017 = 2,95%

2018 = 3,75%

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