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Sarandi - Sarandi em Fatos de 11 de setembro

 

Vices

Novos nomes começam a surgir como prováveis candidatos a vice-prefeito. NO PP, além de outros nomes já citados, surgem tambem nos comentários politicos os nomes da ex-secretária Marcia Beckmann, do empresário Jairo Zandoná, que para alguns é candidato a prefeito e, no PDT surgem novos nomes como, Ozeno Picollo, Clodoaldo de Quadros e Ademir Batistella.. Outro nome que ainda é mantido como provável candidato a vice do PMDB é do ex-prefeito Scheibe

Vice

O vice-prefeito Grando, no exercícío do cargo de prefeito até a terça-feira desta semana, ao comentar as medidas de economia implantada na prefeitura, disse que ele já havia sugerido essas medidas a cerca de um ano.

Vice II

Grando, enquanto estava como prefeito, projetou a  exoneração de  pelo menos cinco secretários municipais. Dizem por aí.

Candidatos

Nas rodas políticas, um assunto já começa e ser motivo de preocupação para os eleitores mais informados, ou seja, as influências dos caciques e raposões sobre os candidatos, ou pré-candidatos. Algumas atitudes e ações já mostram que essa influência já está acontecendo.

Praça

Inaugurada há alguns anos, a fonte na Praça Farroupilha está desativada e abandonada.

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Mídia

Público esta semana o texto a seguir, serve para uma boa reflexão.

Sobre ousadias: dos patifes e dos decentes

Por Alberto Dines em 21/08/2015

No mesmo dia em que se confirmava a denúncia do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, contra Eduardo Cunha, o presidente da Câmara Federal, a ministra do STF Cármen Lúcia, declarou que o povo brasileiro sabe o que NÃO quer, porém “as pessoas boas” precisam expressar o que querem — com “a ousadia dos canalhas”.

Mineira legítima, a vice-presidente da nossa suprema corte, consegue ser veemente e arrasadora com a naturalidade de quem dá um bom-dia. Impedida de manifestar-se sobre um processo que ainda não examinou, tem sido capaz de oferecer aos vacilantes conceitos certeiros e opiniões inequívocas.

A verdade é que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é dono de um potencial de ousadias suficiente para transformar a grave crise de governança que atravessamos em impasse institucional. O rol de malfeitorias e as penas solicitadas pelo Ministério Público eram suficientemente fortes para que na denúncia constasse a necessidade de afastar de imediato o acusado da função que exerce.

O procurador Rodrigo Janot preferiu não confrontar o STF antecipando-se ao seu julgamento e, com isso — a contragosto, certamente — garantiu ao denunciado o cenário e a audiência para uma performance de, pelo menos, seis meses num gênero de farsa que o presidente da Câmara de Deputados domina como poucos.

Eduardo Cunha é ousado porque não lhe sobram alternativas. Joga perigosamente porque não conhece outro jogo. Arrisca-se porque não tem o que perder, tal é o seu nível de desapreço por si mesmo. Suas apostas raramente são as mais recomendáveis e os predicados, que o ajudaram a se projetar de forma tão surpreendente, são geralmente mencionados com discrição e/ou eufemismos. Para evitar incômodos e incompreensões.

Impróprio qualificá-lo como kamikaze (do japonês, “vento divino”,) porque aqueles pilotos suicidas nipônicos, celebrizados durante a 2ª Guerra Mundial, se imolavam com pretextos espirituais e místicos. Já o personagem que domina as manchetes nos últimos dias, picado pela ambição e fanatismo só pensa em si mesmo.

Como qualquer cidadão, Eduardo Cunha tem o direito de se defender bem como servir-se dos instrumentos do Estado de Direito para provar a sua inocência. Mas em seu benefício não pode usar o poder que a sociedade lhe conferiu para preservar apenas o interesse público.

Ao garantir que permanecerá na presidência da Câmara, Eduardo Cunha não percebe que está oferecendo prova cabal da sua onipotência e periculosidade. Quem é acusado de abusar do poder durante tanto tempo e através de tantos ilícitos não tem credibilidade para garantir doravante um comportamento isento, insuspeito e imparcial.

Eduardo Cunha não pode continuar no cargo. O país não pode ser submetido à vergonhosa situação de manter no primeiro escalão alguém tão comprometido com a delinquência.

É indecorosa e quase obscena, a ambiguidade da oposição oferecendo um suporte ao denunciado pela facilidade de que dispõe para acionar um processo de impeachment da presidente da República. O que se espera da oposição e especialmente do PSDB é outra espécie de ousadia: a da “gente boa”, os decentes e honrados.

E qual das ousadias preferirá a mídia?

A ousadia dos pirómanos, apocalípticos, belicistas ou, ao contrário, optará pela prudência e responsabilidade? A mídia terá a audácia de apoiar os delinquentes, aferrados ao projeto de interromper o mandato da presidente Rousseff a qualquer preço ou vai se atrever a apoiar os deputados que pretendem libertar a Casa do Povo do caudilho ensandecido?

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