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Por um fio - Por Luciane Della Flora

CordaTantos são os momentos que a vida parece depender de um simples fio para manter-se. A esperança de dias melhores, a alegria do sorriso, a vontade da conquista, bem como nossa sociedade, por vezes insana, parecem enfraquecer-se de tempos em tempos. Se prestar atenção, perceberá que até um dos mais belos símbolos dos amantes, a lua, costuma estar por um fio durante algumas das suas fases.

Depender de um simples fio não é tão simples como parece, pois nem sempre conseguimos evitar os emaranhados de nossa frágil existência. A própria lua, com toda sua magnitude, quando por um fio, fica menos nítida e, nessa fase, nem as estrelas, que parecem estar próximas, conseguem iluminar a taciturna sombra que nela permanece.

Tal como a lua, é impossível que o ser humano resista por muito tempo à escuridão da indiferença e do desamor que, por tantas vezes, parece imperar na atualidade.

Situações corruptas e de abandono das coisas que mais necessitam do olhar encarecido do outro são cada dia mais corriqueiras. Infelizmente, a naturalidade com que tratamos certos assuntos favorece os fracassos e consequentes frustrações em diferentes esferas sociais, cujos exemplos, com certeza, cada um de nós é capaz de mencionar muito bem.

Pensemos neste instante, como está o fio que segura o nosso sistema político e a moral que ainda resta nessa esfera. Há, certamente, algo prestes a romper e provocar mudanças que nos atingirão, afinal, quando um fruto cai da árvore e atinge nossa cabeça, a dor é sentida, embora, antes do choque estejamos sentados, olhando quem passa e pensando, se é que pensamos, que tudo é como deveria de ser. Esquecemo-nos das possibilidades de mudança e de fortalecimento daquilo que está prestes a despedaçar-se.

O fio que nos liga à vida vai desgastando-se e, diferentemente da lenda chinesa “Akai Ito”, não consegue acompanhar-nos até o final da jornada, pois a cegueira que assumimos perante às dificuldades e problemáticas do cotidiano, favorecerá o rompimento dessa linha antes que possamos nos restabelecer.

Desse modo, estejamos atentos ao emaranhado desses nossos dias, uma vez que, além da lua, nada em nossa sociedade pode ficar apenas por um fio.

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