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Futebol - Até onde podemos ir em busca da vitória? Por Matheus Henrique Assumpção

aaalance-armstrong 2349170bA semana nos reservou dois fatos semelhantes, que nos levam a refletir sobre nossas condutas, a fim de alcançar o topo, a vitória e o sucesso. Tivemos a derrocada de Lance Armstrong. O ciclista, que detém os maiores números e conquistas da categoria, (heptacampeão da volta da França) que conseguiu vencer até um câncer (e criou um dos maiores movimentos sociais de debate e estudo sobre a doença, o Livestrong), teve todos os seus troféus "cassados" e foi banido do esporte, tudo por causa do doping. Uma alternativa encontrada por ele para superar os seus limites, que de fato foram superados, tornando-se uma lenda do ciclismo, e virando herói nacional. Durante a semana, sua patrocinadora master, a NIKE, encerrou o vínculo com o atleta. O norte-americano foi banido do esporte pela utilização de substâncias proibidas naquele que é considerado o maior esquema de doping da história do ciclismo.
No sábado, durante a partida disputada no estádio Beira Rio aconteceu talvez a grande polêmica do campeonato brasileiro. O argentino Hernán Barcos salta em um cruzamento, e com um leve soco, desvia a bola ao gol. Pois bem, tanto o arbitro auxiliar, quanto o principal não viram o lance, contudo, foram ‘supostamente’ avisados da irregularidade pelo delegado da partida, que não teria esse poder de interferir na arbitragem.
Desculpe amigo leitor(a) se estou confundindo-lhe. Os fatos distintos tornaram-se semelhantes. Vejam só, em ambas as situações, as condutas dos atletas foram antidesportivas, e consequentemente, imorais.
No caso de Lance, sua técnica de burlar os exames perdurou durante anos, isso depois de sua imagem ser vendida como um super atleta. Já Barcos teve seus brios afetados pela intensidade do momento, que por si só se apresentava difícil tanto no jogo, quanto no campeonato, e foi capaz de sustentar, (e aí que vem o erro do atacante), que seu gol teria sido legal, pois o erro do arbitro ‘acobertaria’ sua jogada irregular.

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Basta voltarmos um mês atrás para ver a atitude do alemão Miroslav Klose. Em um lance que também o gol foi feito com a mão, o alemão logo na sequência avisou o arbitro, que invalidou o gol. Sua atitude, por sinal, comoveu o Presidente da FIFA a elogiar sua conduta e caráter.
Tanto Lance, quanto Barcos foram e estão sendo exemplos para milhares de crianças, e que agora, no caso o norte americano, sua reputação foi água abaixo. Já para Hernán Barcos a situação é mais ‘leve’, pois a discussão gira em torno da diretoria do Palmeiras agora. Na coluna de segunda feira (29/10) de Zero Hora, o jornalista Diogo Olivier foi feliz em sua explanação. Citou os exemplos do Milionários, clube adversário do Grêmio nesta terça, cujo presidente quer devolver as taças de campeão nacional de 1987 e 1988, pois foram vencidas com a ajuda do dinheiro do narcotráfico colombiano. Ora, estamos diante de um período onde a corrida pela vitória, infelizmente para alguns, é motivo de ultrapassar as barreiras da moralidade. A bela atitude do dirigente mostra que ainda temos pessoas dignas de comandar uma instituição séria como um clube de futebol. 
Somos um povo marcado pelo ‘jeitinho brasileiro’, muito embora eu discorde até certo ponto. O fato é que uma situação como a de sábado, deveria servir de modelo de retidão e caráter. Não estou pregando aqui que a partir de agora cada gol impedido ou cada falta que o atacante fizer numa disputa de bola ele pare, peça desculpas e acuse seu erro. Mas o lance de sábado fere os princípios do esporte. Já afirmou Marcos, ex-goleiro, que é contra a atitude da direção palmeirense. Pedir a anulação da partida é tentar achar um jeitinho para a péssima campanha do Palmeiras, e só.
O Palmeiras não foi prejudicado, perdeu porque o Internacional foi mais eficiente. 
Fica a pergunta, até que ponto devemos ir para vencer? Será que os ‘’meios justificam os fins’’? Essa distorção do maquiavelismo não deve ser empregada. A glória é daquele que luta. Vencer é consequência do aprimoramento e da perfeição do trabalho executado.
Que as atitudes de Klose, do Presidente do Milionários, e de Marcos, se multipliquem e tornem o esporte ainda mais bonito do que já é. 
Bom, quanto ao campeonato brasileiro, o Grêmio segue demostrando suas fragilidades, e não fosse sua ‘gordura’ acumulada, ficaria fora da Libertadores. O Inter resolveu mostrar as garras tarde. Não alcança mais o G4, e só joga cumprindo tabela até o grenal. 
Como já disse semana passada, as vagas estão definidas, bem como o campeão. No Z4, Palmeiras, Sport, Figueirense e Atlético não escapam mais.
Hoje tem Sulamericana com o Grêmio em campo. É a chance de salvar o ano gremista. Se manter o futebol lento das últimas partidas, novamente pode ser surpreendido em casa, desta vez pelo modesto Milionários, de Wason Renteria (o saci colorado). Vamos conferir logo mais o desempenho do ‘cansado’ time de Luxemburgo.
Uma boa semana a todos.

Por: Matheus Henrique Assumpção 

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