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Passo Fundo - Câncer Ginecológico em debate

 

cancer ginecologico O 1º Simpósio de Câncer Ginecológico da região Norte do Rio Grande do Sul foi realizado na tarde de sexta-feira, 30 de junho, em Passo Fundo, no auditório da Unimed. O evento foi promovido pelo Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), com apoio da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e do Grupo Brasileiro de Câncer Ginecológico (EVA), além de diversas instituições de saúde e de educação. O Simpósio contou com especialistas renomados do país no assunto, como a cirurgiã oncológica Dra. Audrey Tsunoda (PR), o oncologista clínico Dr. João Soares Nunes (PR), o patologista Dr. Lisandro Ferreira Lopes (SP), a ginecologista oncológica Dra. Suzana Pessini (RS), o radiologista Dr. Bem Hur Madalosso (RS) e a médica geneticista Dra. Daniele Konzen (RS).

O câncer é a segunda doença mais importante no Brasil, com incidência e mortalidades crescentes, além de forte impacto social e econômico. O câncer ginecológico mata cerca de 13 mil mulheres ao ano no país, cerca de três mulheres a cada duas horas, além de implicar em sequelas físicas e psicológicas na população feminina acometida. Só no Rio Grande do Sul foram registradas aproximadamente mil mortes, conforme dados do DataSUS 2015. Na região Norte do RS, cerca de 100 mulheres morreram em decorrência do câncer de colo do útero, de ovário e de endométrio, os três tipos debatidos no evento. O público foi composto por médicos, estudantes e outros profissionais da área da saúde.

A abertura do Simpósio foi realizada pelo coordenador geral do evento, o oncologista clínico do CTCAN, Dr. Alvaro Machado, que também é diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Machado destacou que nos últimos anos houve importantes evoluções no manejo destas neoplasias. “Para discutirmos os avanços e controvérsias ainda existentes nesta área do conhecimento médico, tendo por objetivo qualificar ainda mais a classe médica regional e todos envolvidos no cuidado destas pacientes, o CTCAN promoveu este 1º Simpósio de Câncer Ginecológico, trazendo grandes especialistas brasileiros para troca de informação e experiência”, destacou o coordenador geral do evento.

 

Câncer de colo de útero

O primeiro tema abordado no Simpósio foi o câncer de colo de útero. O coordenador do debate foi o médico mastologista, Dr. José Guerreiro. O câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, transmitido principalmente pelo vírus do HPV (Papiloma Vírus Humano).

O radiologista Dr. Bem Hur Madalosso abriu os debates sobre o câncer de colo de útero e falou sobre “Estagiamento – papel da Ressonância Magnética (RM) e Tomografia por Emissão de Pósitrons associada à Tomografia Computadorizada (PET-CT)”. Em seguida, a cirurgiã oncológica, Dra. Audrey Tsunoda, que é referência nacional no tratamento do câncer ginecológico, palestrou sobre “Linfadenectomia pélvica-vídeo-robótica”. “Para mulheres que recebem este diagnóstico, alguns avanços como a cirurgia laparoscópica e a robótica utilizam um avançado sistema de câmera e lentes de aumento, que possibilitam enxergar com muito mais detalhamento, podendo tornar o tratamento cirúrgico muito mais preciso e eficiente”, comentou a cirurgiã oncológica.

O Dr. João Soares Nunes palestrou sobre “Adjuvância – estado da arte” e “Doença avançada/metastática – estado da arte”. O especialista ressaltou que nos últimos anos muitas novidades e tecnologias surgiram contribuindo para a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. “Nos últimos dois anos, por exemplo, a principal novidade foi a imunoterapia. Os novos medicamentos têm permitido que pacientes que tinham doenças extremamente graves, hoje têm a possibilidade de viver muito mais. Ainda é um grande desafio os casos de doença avançada/metastática, mas essas novas tecnologias possibilitam qualidade de vida e mais tempo de vida aos pacientes”, ressaltou Nunes.

 

Câncer de ovário

O segundo tema discutido no Simpósio foi o câncer de ovário. O debate foi mediado pelo cirurgião oncológico, Dr. Rafael Baldissera. O câncer de ovário não é o tipo mais frequente, mas é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e um dos mais fatais. A estimativa do Inca é de aproximadamente 6 mil novos casos por ano.

O assunto “Síndromes Genéticas de Predisposição ao Câncer de Ovário” foi a primeira palestra sobre o tema, ministrada pela Dra. Daniele Konzen, que atua em genética médica geral com ênfase em oncogenética e que, a partir de junho, começou a realizar atendimentos no CTCAN, em Passo Fundo. A médica geneticista falou sobre os conceitos gerais em oncogenética, quando encaminhar o paciente ao geneticista, sobre as síndromes hereditárias com predisposição ao câncer de ovário, teste genético, entre outras questões. Cerca de 10% dos cânceres são decorrentes a alterações genéticas hereditárias. A identificação desses pacientes permite a adoção de medidas preventivas, redutoras de risco, que diferem das recomendadas para a população geral, além de exames de rastreamento individualizados. “São pouquíssimos médicos geneticistas no país e é importante que os outros médicos passem a conhecer a indicação de quando encaminhar os pacientes para o atendimento com um médico geneticista”, observou Daniele.

A palestra sobre “Histologia e marcadores moleculares” foi ministrada pelo patologista Dr. Lisandro Ferreira Lopes. O especialista abordou a classificação histológica dos tumores ovarianos, métodos diagnósticos e os principais aspectos moleculares de relevância na potencial determinação do prognóstico e orientação terapêutica desses tumores. Segundo ele, esses tumores são frequentemente diagnosticados tardiamente nas mulheres e com potencial evolução agressiva.

A Dra. Audrey Tsunoda ressaltou algumas técnicas de cirurgia e recursos mais eficientes de se avaliar e tratar cada caso para aumentar as chances de vida das mulheres com câncer de ovário. De acordo com a especialista, o tratamento principal é a cirurgia com o objetivo de remover todos os focos de tumor (R0), seguida de quimioterapia. As equipes cirúrgicas e multidisciplinares de centros de referência, que tratam desta doença com maior frequência, têm maior chance de atingir este objetivo. “Quanto mais adequado o tratamento, melhores os resultados em termos de sobrevida para as mulheres com câncer de ovário”, enfatizou Audrey.

A ginecologista oncológica, Suzana Pessini, que é doutora em Ginecologia, palestrou sobre “Rastreamento de grupos de alto risco: o que temos de novo?”. “Uma das formas pensadas para diminuir a mortalidade por câncer de ovário é o diagnóstico precoce. No entanto, os estudos mostram que o rastreamento, ou seja, buscar o câncer precocemente na população em geral, não tem benefícios, não reduz a mortalidade. A indicação é para que o rastreamento se concentre sim na população em risco e não na população em geral”, salientou Suzana.

O Dr. João Nunes também palestrou dentro deste tema sobre “Quimioterapia pré ou pós-operatória?” e “Doença avançada/recidivada – estado da arte”.

 

Câncer de endométrio

O câncer de endométrio foi o último tema abordado durante o Simpósio. O debate foi mediado pelo médico cancerologista e cirurgião geral, Dr. Edison Covatti. O câncer de endométrio acomete mais frequentemente mulheres após a menopausa. As causas geralmente incluem obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus e outros fatores pessoais. O principal sintoma é o sangramento após a menopausa. De acordo com a Dra. Audrey, nestes casos de sangramento a mulher procura investigar mais rapidamente. A doença costuma ser diagnosticada em fases mais iniciais, quando as chances de cura são bem elevadas. A especialista palestrou dentro deste tema sobre “Cirurgia - qual a extensão?”. De acordo com ela, a cirurgia para câncer de endométrio geralmente inclui a remoção de todo o útero, as trompas e os ovários. Como esta doença costuma dar metástases para o peritônio e para linfonodos, a forma mais eficiente de se avaliar a extensão da doença é por meio de cirurgia. “A cirurgia para câncer de endométrio deve ser realizada totalmente por laparoscopia ou cirurgia robótica, conforme já demonstrado em várias pesquisas científicas. Atualmente, é a melhor forma de se abordar esta doença, com menos complicações e melhores resultados”, explicou a especialista.

Também palestraram neste painel, o Dr. João Soares Nunes, que falou sobre “Indicação de Radioterapia e Quimioterapia Adjuvante”, e a Dra. Suzana Pessini, que ministrou a última palestra do Simpósio sobre “Menopausa e sintomas da mulher com câncer ginecológico”.

Audrey Tsunoda palestra no HC


A cirurgiã oncológica, Dra. Audrey Tsunoda, palestrante do 1º Simpósio de Câncer Ginecológico, também participou, na manhã de sexta-feira, 30 de junho, de uma palestra no Hospital da Cidade (HC), em Passo Fundo, promovida pela Liga Passo-fundense de Cancerologia Cirúrgica, em parceria com o CTCAN. Participaram da atividade integrantes da equipe multidisciplinar do HC, especialmente residentes em ginecologia e oncologia do hospital.

 

Jornalismo Uirapuru

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