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Doação de órgãos: conscientizar para salvar

 

Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos celebrado na próxima sexta-feira (27), promove a reflexão sobre a importância da doação para salvar vidas

O mundo de hoje exige que o compasso de trabalho e de atividades sejam cada vez mais aceleradas, com uma rotina em que faltam horas para tantas atividades no mesmo dia. Porém, a vida, como uma caixa de surpresas, pode levar para diferentes direções, nesse sentido, a carreira profissional e sucesso financeiro passam a ter um valor diferente para quem enfrenta uma doença, ou mesmo, para quem tem um familiar doente na fila do transplante de órgãos. No dia 27 de setembro é celebrado Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, data que tem como objetivo auxiliar as milhares de pessoas que estão na fila lutando por suas vidas.

O agricultor Guilherme De Marco é uma dessas pessoas. Hoje com 28 anos, ele luta desde os 20 por um transplante de rim. “Comecei a ter fraqueza e pressão alta e quando fomos ver já estavam paralisados meus rins. Desde então faço hemodiálise três vezes por semana”, contou.

Guilherme trabalha com o pai na lavoura plantando soja e trigo na cidade de Montauri e se desloca três vezes por semana para Passo Fundo para realizar, por cerca de quatro horas, a hemodiálise no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). Mas a espera terminou. Nesta quinta-feira, dia 26 de setembro, Guilherme passará por uma cirurgia de transplante de rim, e sua mãe Laudete Fontanive De Marco, será a doadora. “Eu estou me sentindo bem, estou dando uma vida para ele de novo. Não foi fácil esses últimos 8 anos, ele trabalha direto na roça e mesmo com algumas limitações e cuidados continuou trabalhando”, conta Laudete. 

Dados de março de 2019 da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos mostram que 33.984 pessoas aguardam um transplante no Brasil, sendo rim (66%), córnea (28%), fígado (3%) e coração (0,7%) os tipos que mais precisam. A hemodiálise não substitui as funções renais por completo, pois os rins exercem várias outras funções no organismo. No Rio Grande do Sul, a maior fila de espera é por um rim, sendo que das 1.319 pessoas que aguardam um transplante no estado, 998 aguardam por um rim (75%) e 121 pessoas esperam por um fígado (9%). Doações que nesses dois casos podem ser realizadas por inter-vivos, desde que haja compatibilidade entre doador e receptor.

Programa da UPF promove a conscientização sobre as doações
Também segundo a ABTO, de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. O que corresponde a 15 pessoas a cada milhão de habitantes. Muitas vezes, uma conversa em que a pessoa manifeste sua posição como doador para família pode fazer a diferença para vida e morte de outra ser humano. 

O Programa de Extensão ComSaúde da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (FM/UPF) desenvolve diversas ações de promoção à saúde da comunidade. De acordo com a coordenadora do projeto, professora Me. Cristiane Barelli, é importante a forma de abordagem da equipe hospitalar à família de um potencial doador. “É necessário que a equipe de saúde que vai abordar a família nesse momento doloroso esteja preparada para acolher, compreender e se comunicar de forma sensível. Nosso projeto de extensão se propõe a melhorar a formação dos estudantes para, quando se formarem, estarem mais aptos para esse procedimento”, explicou Cris.

Segundo a médica do HSVP, Fabiana Piovesan, as principais causas de negativa familiar para que seu ente querido doe os órgãos são que muitas vezes os potenciais doadores não falaram a respeito desse desejo de doar quando a pessoa era viva; além de desconhecimento e mitos em relação a morte cerebral.

Doações salvam vidas
Ainda conforme a ABTO, no Brasil, 62% dos doadores são homens, 53% morreram por causa de derrame, e a maioria tinha de 35 a 64 anos. Entre janeiro e março de 2019, 169 pessoas foram identificadas como “potencial doador”, mas apenas 55 (32%) realmente doaram órgãos, após a autorização da família.


Um dia antes da cirurgia de transplante, a expectativa de Guilherme era grande para começar uma nova vida. “A expectativa é melhorar, ficar 100%, espero poder tomar bastante água, porque fazendo hemodiálise não pode, fico muito inchado, acho que o transplante é a melhor coisa que vai acontecer. Para quem pensa que a doação é ruim, se um dia eu puder eu doaria tudo. Ficar 8 anos fazendo três vezes por semana hemodiálise, ninguém merece, é muito ruim. Então é muito importante a doação”, afirmou Guilherme.

Laudete, que está prestes a transformar a vida de seu filho por meio da doação, destaca que a vida não somente do doente se transforma, mas de toda a família que acompanha o sofrimento. “É importante que todo mundo tenha consciência de fazer esses exames e ser doador, salvando vidas, porque não salva apenas uma, mas várias vidas, descobri de um ano para cá que poderia doar, se soubéssemos não estaríamos sofrendo esses 8 anos”, finalizou.

Ações promovem a reflexão
Na próxima sexta-feira, 27 de setembro, o programa ComSaúde fará, a partir das 18h30min, uma intervenção com os visitantes do Passo Fundo Shopping sobre a doação de órgãos. Também no mesmo dia, por meio de uma parceria entre o curso de Artes Visuais da UPF e o Programa ComSaúde, os colaboradores do SESC participarão de uma visita guiada à exposição "A arte de Doar e compartilhar vidas", que está disponível para apreciação desde o início do mês de setembro no Sesc.


Os estudantes do curso de Jornalismo da UPF, integrantes do Programa ComSaúde, também desenvolveram audiovisuais sobre a temática de doação de órgãos. Os vídeos podem ser conferidos por meio do link http://nexjor-sites.upf.br/comsaude/
 doacao de orgaos
Foto: Jéssica França
Guilherme De Marco realizou durante 8 anos hemodiálise 
Assessoria de Imprensa
Universidade de Passo Fundo
 
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