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Novembro Azul: Fatores genéticos aumentam risco do câncer de próstata

Na região Norte do RS, mais de 140 mortes foram registradas nos últimos dez anos

Novembro é o mês de conscientização das doenças masculinas, com ênfase na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. Entre os fatores de risco estão as alterações genéticas. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) indica que casos familiares de câncer de próstata pode ser consequência de fatores genéticos (hereditários) ou hábitos alimentaes e estilo de vida destas famílias.

O câncer de próstata mata 15 mil homens todos os anos. É o mais comum entre a população masculina (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), com mais de 60 mil diagnósticos ao ano. Só nos últimos dez anos, mais de 11,4 mil homens morreram no Rio Grande do Sul, sendo 140 mortes na região Norte do Estado (DataSUS).

A médica geneticista do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), que atua com ênfase em oncogenética, Dra. Daniele Konzen, ressalta que entre os fatores de risco mais comuns para esse câncer estão os genéticos. “Estudos recentes sugerem que 8% a 10% dos diagnósticos de câncer de próstata avançado estão associados a alterações genéticas, predisposição familiar, indicando um grande potencial para o diagnóstico precoce e diminuição da mortalidade”, revela a médica geneticista.

A história familiar de câncer de próstata é dos fatores de risco mais bem estabelecidos. A médica explica que homens que têm irmãos ou pais diagnosticados com câncer de próstata, especialmente em idade jovem, têm risco mais elevado em comparação aos outros homens da população.

A história familiar de outros tipos de câncer, como de pâncreas, de mama e de ovário, também é tão significativa quanto histórico de câncer de próstata e deve ser investigada. “As alterações genéticas que predispõem ao câncer de próstata podem ser herdadas tanto do lado paterno com pelo lado materno da família e podem também ser herdadas pelos filhos ou filhas do paciente”, observa Dra. Daniele.

Vale lembrar que, quando há a suspeita, a identificação da alteração genética permite um acompanhamento individualizado e o diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura. A avaliação nesses casos deve ser feita por médico geneticista e, se indicada, a pesquisa de alterações em genes relacionados ao aumento de risco, como: BRCA1, BRCA2, ATM, CHEK2, MLH1, MSH2, MSH6, PMS2, NBN, entre outros. “O achado de alterações genéticas patogênicas pode indicar aumento no risco também para outros tumores como pâncreas, melanoma, intestino e outros”, explica a especialista.

Mais recentemente, a avaliação genética no câncer tornou-se também uma grande aliada no tratamento dos pacientes, pois novas drogas estão indicadas para pacientes portadores de mutações específicas. “É importante que os profissionais da saúde e os próprios pacientes estejam atentos e tenham conhecimento sobre o histórico de saúde de seus familiares para que medidas preventivas e de redução de risco possam ser tomadas sempre que necessário”, enfatiza a médica geneticista.

Outros fatores de risco
Além dos fatores genéticos, a idade é importante, já que a incidência e mortalidade aumentam após os 50 anos. Excesso de gordura corporal e exposições a determinados produtos químicos também estão entre os principais fatores, conforme o Inca.

Câncer da terceira idade
Três quartos dos casos de câncer de próstata no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. A recomendação é procurar um médico urologista a partir dos 50 anos para fazer o primeiro exame da próstata, dosar o PSA (Antígeno Prostático Específico) no sangue e identificar os fatores de risco, a fim de determinar a periodicidade das revisões. No entanto, homens com histórico familiar de câncer de próstata devem procurar o urologista a partir dos 45 anos, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Novembro Azul
O CTCAN é uma das instituições engajadas na campanha Novembro Azul. Da mesma forma que ocorreu no Outubro Rosa, os médicos da Clínica realizarão palestras em instituições e empresas de Passo Fundo e região sobre a saúde do

 

A médica geneticista do CTCAN, que atua com ênfase em oncogenética, Dra. Daniele Konzen


Fotos: Divulgação

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